Dia Internacional do Idoso: prevenção de quedas e estímulo à autonomia ganham destaque

O envelhecimento da população brasileira e cearense amplia a necessidade de estratégias que contribuam para preservar a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida na terceira idade. No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) chama atenção para a importância […]

2 de outubro de 2026

O envelhecimento da população brasileira e cearense amplia a necessidade de estratégias que contribuam para preservar a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida na terceira idade. No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) chama atenção para a importância da atuação preventiva de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na redução da fragilidade física, na manutenção da capacidade funcional e na estimulação cognitiva.

O processo de envelhecimento envolve mudanças naturais no organismo, como a perda progressiva de massa muscular (sarcopenia), alterações no equilíbrio e possíveis declínios cognitivos. Esses fatores, associados ao sedentarismo e ao isolamento social, podem contribuir para o desenvolvimento da chamada síndrome da fragilidade do idoso, comprometendo a realização de atividades cotidianas.

Tarefas como levantar de uma cadeira, tomar banho, cozinhar, caminhar ou organizar os horários das medicações podem se tornar mais difíceis à medida que há perda de força, equilíbrio ou capacidade funcional. Nesse contexto, o acompanhamento profissional pode contribuir para identificar alterações precocemente e preservar a independência pelo maior tempo possível.

A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no controle motor, no equilíbrio e na mobilidade. A realização de exercícios orientados também pode contribuir para reduzir o risco de quedas e o medo de se movimentar, fatores que podem levar à redução da atividade física e, consequentemente, à perda de funcionalidade.

Já a terapia ocupacional trabalha a autonomia nas atividades cotidianas e a estimulação de funções cognitivas, como memória, atenção, raciocínio e planejamento. O profissional também pode orientar adaptações nas rotinas e nos ambientes para proporcionar mais segurança e facilitar a participação do idoso nas atividades familiares e sociais.

Para o presidente do Crefito-6, Dr. Jacques Esmeraldo, o acompanhamento não deve começar apenas quando o idoso já apresenta perda significativa de capacidade funcional.

“O envelhecimento da população cearense é uma realidade visível. No entanto, viver mais só faz sentido se a pessoa mantiver a sua liberdade de escolha e de movimento. A Fisioterapia e a Terapia Ocupacional trabalham para antecipar a fragilidade. Quando fortalecemos o corpo e estimulamos a mente do idoso, estamos garantindo que ele continue participando dos momentos em família, caminhando com firmeza e mantendo sua dignidade e autonomia por muito mais tempo”, destaca.

Cuidados que ajudam a preservar a autonomia

O Crefito-6 destaca algumas medidas que podem ser incorporadas à rotina para favorecer um envelhecimento mais ativo e seguro:

  • Treino de equilíbrio e marcha: exercícios específicos orientados por fisioterapeutas podem trabalhar força, estabilidade e respostas do corpo durante os movimentos, contribuindo para a prevenção de quedas.
  • Estimulação cognitiva: atividades como leitura, jogos de raciocínio e aprendizado de novas habilidades podem estimular funções como memória, atenção e planejamento, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
  • Manutenção de uma rotina ativa: sempre que possível e com segurança, é importante estimular o idoso a continuar realizando as atividades que consegue executar sozinho. O excesso de proteção pode contribuir para a perda progressiva da autonomia.
  • Adequação do ambiente doméstico: medidas como instalar barras de apoio no banheiro, retirar tapetes soltos e melhorar a iluminação dos ambientes podem reduzir riscos de acidentes dentro de casa.

O conselho reforça que a avaliação individualizada e o acompanhamento de profissionais habilitados são importantes para identificar as necessidades de cada idoso e estabelecer estratégias adequadas para preservar a mobilidade, a funcionalidade e a autonomia ao longo do envelhecimento.




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